Esse post é relativamente simples, iremos tão simplesmente abordar alguns dos problemas e críticas do autor austríaco Böhm-Bawerk, em especial suas críticas a teoria do valor, e examina-los á luz de alguns fatos acerca da teoria de Marx.

Eu já lancei outro post exclusivamente acerca de Böhm-Bawerk e a suposta refutação a mais-valia. Aqui:

https://m.facebook.com/CPLBrasil/photos/a.111019786038479.1073741828.110806902726434/193338694473254/?type=3
Pretendo lançar outros posts específicos para Böhm-Bawerk e críticas mais elaboradas, como o problema da transformação dos preços de produção, o problema do trabalho, e o suposto problema da validação da TVT.

Bem, vamos começar por um problema simples apresentado por Murray Rothbard no livro ‘An Austrian Perspective on the History of Economic Thought’, que já examinamos e mostramos a farsa que é aqui:
Rothbard afirma:

“O volume III de O Capital foi submetido a uma demolição detalhada e completa, dois anos mais tarde por Bohm-Bawerk em seu extenso ensaio de revisão “Karl Marx and the close of his System”. Um século mais tarde, a refutação devastadora de Bohm-Bawerk do Volume III continua, e portanto, o sistema marxista permanece destruído.

Böhm-Bawerk, também, coloca a grave contradição interna da teoria marxista de forma clara e rígida: Marx alegava que os bens eram trocados no mercado em proporção às quantidades de trabalho incorporadas neles (isto é, que seus valores são determinados pela quantidade de trabalho – horas necessárias para produzi-los), mas também admitiu que as taxas de lucro de todos os bens tendiam a ser iguais. E, no entanto, se a primeira cláusula for verdadeira, as taxas de lucro seriam sistematicamente mais baixas em proporção à intensidade do investimento de capital, e maiores em proporção à sua intensidade de trabalho de produção “.

A fonte de todo esse problema vem de uma má leitura de Marx, e é evidente pela sentença acima de que “Marx alegava que os bens eram trocados no mercado em proporção às quantidades de trabalho incorporadas neles (isto é, que seus valores são determinados pela quantidade de trabalho – horas necessárias para produzi-los)”.

O grande problema é que Rothbard, por incapacidade ou total ignorância, impõe em Marx uma visão estranha totalmente estranha para ele: para Marx, valor e preço nunca são os mesmos, eles sistematicamente divergem. O que incorpora o trabalho é o valor, mas não o preço, que pode flutuar por vários motivos (inflação, deflação, e etc) e que é o evidente na hora da troca.

Rothbard então prossegue:

“A resposta dos apologistas marxistas para esse problema posto por Böhm-Bawerk, foi a afirmação escandalosamente falsa de que Marx nunca quis que seus valores determinados pelo trabalho, determinassem ou de alguma forma afetassem os preços de mercado”.

O problema de toda essa afirmação é o não-entendimento do método de Marx. Nesse caso, o que ele não entendeu é que “O Capital” está estruturado em diferentes níveis de generalidade. Podemos distinguir três principais:

1. o primeiro está na ausência de equalização da taxa de lucro e com oferta e demanda em equilíbrio, logo, os preços são iguais;

2. com uma equalização da taxa de lucro perfeita, e com oferta e demanda em equilíbrio, temos preços iguais aos preços de produção;

3. então, quando a oferta e a procura flutuam em torno dos preços de produção, os preços de mercado nascem.

Ou seja, Marx não se contradiz, como Rothbard e Böhm-Bawerk erroneamente afirmam, mas ele está falando de instâncias diferentes de abstração. São situações que Marx não só explícita que são diferentes, como deveria ser a obrigação de qualquer um que estuda ou se põe a criticar Karl Marx, deveria o fazer.

Tanto Rothbard como Bohm-Bawerk são incapazes de ver isso por causa de sua leitura superficial de O Capital, ou por sua total incapacidade de entender, como já definia Roman Rosdolsky.

Saindo do livro de Rothbard e sua menção a Böhm-Bawerk, podemos encontrar críticas básicas e próprias no livro do segundo (Bawerk), do qual trataremos abaixo.

A questão importante é que, se Marx diz ter encontrado o “tempo de trabalho socialmente necessário” para produzir uma mercadoria como único fator determinante comum a todas as mercadorias no valor final de troca, Böhm-Bawerk encontrou exceções que supostamente furariam o que Marx chama de “lei de valor”. Elas serão mostradas abaixo com a devida resposta.

1. Bens raros não obedecem a essa lei. Seus valores não se encontram proporcionais ao tempo médio de trabalho. Isso inclui quadros e outras obras de arte – exemplos que erradamente levam as pessoas a acreditarem que essas são “pequenas exceções”. A regra vai muito além: terrenos, bens patenteados, direitos autorais, segredos industriais e outros exemplos nos mostram o quão comum são esses tipos de produtos. Terras são rarefeitas por natureza, visto que não se pode replicar espaço físico. Existe uma quantidade infindável de bens que são rarefeitos, frutos de patentes, direitos autorais e segredos industriais. Embora não caiba aqui discutir se tais artifícios são corretos ou não, o fato é que sendo rarefeitos são valorizados e compõem uma grande parte da gama de produtos que o mercado possui. É, portanto, uma “exceção” bastante comum. Uma prova disso foi de quando o próprio O Capital I original foi vendido por milhões em um leilão.
R: Já respondemos isso antes, em especial, no caso de que a edição de ‘O Capital’ foi vendida por milhões, e muitos clamaram que ‘O Capital refutou O Capital’. Explicarei o que aconteceu nesse caso (e que se aplica perfeitamente ao que o texto liberal propôs):

Primeiro, a teoria marxista do valor é referente a mercadorias, ou seja, ela não se aplica ao que não é produzido para ir ao mercado. Portanto, a natureza externa a nós humanos que não depende de nós para existir e que a nós pode nos servir para satisfazer necessidades e desejos só é mercadoria quando se torna privada e é trocada sob a mediação de trabalho humano, pois enquanto não é apropriado pelo trabalho humano a natureza só tem utilidade potencial, valor de uso não consumido. O valor é uma relação social de comparação de coisas com naturezas diferentes para poder trocá-las, então tudo que não é produzido para ser trocado não tem valor, apenas utilidade social (valor de uso). Mesmo uma terra virgem vendida antes de qualquer trabalho para poder consumir sua utilidade, ela é comercializada com referência na especulação do que nela pode ser produzido, ela tem valor da renda que gera com o trabalho que nela poderá se empregar para produzir.

Continuando: a edição original de O Capital que foi leiloada, de acordo com o próprio conteúdo da teoria do valor-trabalho que se encontra nela, não tem valor e sim preço.
No Livro I de O Capital, Marx explica a categoria “mercadoria” a partir das abstrações mais simples e gerais possíveis do capitalismo (como tomando a equivalência entre oferta e demanda, ou o equilíbrio entre valor e preço, como dados, por exemplo). Nesse primeiro nível de abstração, que é provisório, e que de acordo com o próprio método da Contribuição à Crítica da Economia Política, vai do mais geral e abstrato ao mais específico e concreto, do mais simples ao mais complexo, a mercadoria é todo produto do trabalho humano objetivado com propriedades naturais qualitativas e socialmente úteis para satisfazer necessidades e desejos humanos que tem como finalidade a sua comercialização. Portanto, toda mercadoria teria valor de uso, valor e valor de troca no Livro I. Todavia, já no próprio Livro I, Marx pontua a existência de coisas que tem valor de uso, mas não tem valor e valor de troca (como a luz, o ar, as terras virgens, etc); e de coisas que tem valor de uso e são produto do trabalho humano, mas não tem valor e valor de troca porque não foram produzidas para ir ao mercado serem trocadas, e sim para satisfazer diretamente as próprias necessidades do seu produtor imediato. Ou seja, O próprio Marx já previu esses delírios dos economistas vulgares:

”Uma coisa pode ser valor de uso sem ser valor. É esse o caso quando sua utilidade para o homem não é mediada pelo trabalho. Assim é o ar, a terra virgem, os campos naturais, a madeira bruta etc. Uma coisa pode ser útil e produto do trabalho humano sem ser mercadoria. Quem, por meio de seu produto, satisfaz sua própria necessidade, cria certamente valor de uso, mas não mercadoria. Para produzir mercadoria, ele tem de produzir não apenas valor
de uso, mas valor de uso para outrem, valor de uso social.”

Contudo, Marx evidencia que há valores de uso que não são produzidos pelo trabalho humano – portanto, não tem valor -, mas que mesmo assim são trocados no mercado, sendo então também caracterizados como mercadorias. O exemplo mais notável disso são as mercadorias fundiárias, as terras e terrenos, que não são produzidos pelo trabalho humano, são legados da natureza não humana sozinha, abstraindo o pouco trabalho de apropriação desses tipos de mercadoria. Então Marx se pergunta como podem ser comercializadas essas mercadorias se elas não tem nenhum padrão social objetivado nelas – mesmo que seja o padrão de uma relação social escondida pelo valor de uso através do fetichismo da mercadoria -, como o trabalho humano vivo abstrato socialmente necessário para sua produção, que outras mercadorias possuem?
A resposta de Marx é que essas mercadorias que não são produto do trabalho humano ou de um trabalho humano mensurável (por ter sido um trabalho ínfimo ou extremamente longo, de séculos, que o torna inapreensível) é que elas não tem valor e sim preço. Isso significa que agora mercadoria não é só o que é produto do trabalho humano para ir ao mercado ser trocada, mas também tudo que é privatizável, ou seja, que se possa privar o seu uso generalizado ou público para trocá-la por outras coisas, principalmente por mercadorias que são produto do trabalho humano, e que assim tem valor (é dessa definição que vem a ideia de que Marx teve referência no Rousseau).
Assim, as mercadorias que não são produtos do trabalho humano, ou de trabalho humano mensurável, tem seus preços definidos com base na expectativa de criação de valor na economia produtiva e sua realização nas taxas e massas de lucro, a partir da quantidade de dinheiro em circulação no mercado que se comporta como um parâmetro de demanda.
Com isso, podemos constatar que o que é demandado nesse bem leiloado não é o conteúdo da obra O Capital, porque esse é reprodutível, e sim o caráter único da sua primeira peça. É essa unidade original, e só ela, que é demandada, que como tal, como primeira peça, portanto, como símbolo ou relíquia, é irreprodutível, por isso é única, extremamente escassa e rara, fazendo sua oferta como tal ser muito menor que a demanda.
Todavia, para essa peça se tornar um símbolo tão demandado, um valor de uso tão caro aos desejos da fantasia humana, ele precisou ser produzido como tal pelas experiências que se sucederam à existência do seu conteúdo, à trajetória do seu autor e de todo o marxismo. Um processo de mais de 150 anos, mesmo que não necessariamente voluntário, para que a primeira unidade dessa obra ganhasse esse status no seu valor de uso como tal, como símbolo e relíquia. E assim como obras de arte pré-moderna e moderna (excluindo a arte contemporânea), essa primeira edição é uma relíquia produzida como tal por um trabalho humano e social que é inapreensível para ser mensurado em abstrações de quantum de dispêndio de energia, músculos e nervos expressos num tempo socialmente necessário para sua produção. É uma coisa que, como diria Walter Benjamin, tem uma aura, uma trajetória que as tornam únicas. Portanto, elas não tem valor, mas por serem privatizáveis elas podem ser precificadas com base na demanda que a quantidade de dinheiro em circulação na economia indica, tendo como base o quantum de valor está sendo realizado como lucro na economia de produção de mercadorias que é produto do trabalho humano para o mercado.

Outros autores da sociologia econômica e cultural, como Weber e Bourdieu, criaram teorias de mensuração do valor simbólico das coisas que não tem valor “econômico”, no sentido da materialidade do trabalho.
Esses autores entendem que são as disputas por consagração dos bens de satisfação simbólica, por parte dos agentes sociais alocados nas posições da estrutura de atividades que tem uma autonomia relativa do todo social, como um microcosmo social (que Bourdieu chama de campo simbólico), que produzem o seu valor simbólico.
Isso se dá pelo fato da sociedade legitimar o juízo desses agentes fechados em si mesmos, na sua luta interna, para consagrar o que tem valor e o que não tem, o que está fora do campo; o que está dentro, mas é dominado; e o que está dentro, mas é dominante.
Então, é quanto mais autonomia cada campo da atividade cultural adquire perante da economia e da política, que seus agentes aumentam o valor simbólico dos bens que produzem, os fazendo ser cada vez mais impagáveis materialmente ou monetariamente, como o quadro da Monalisa, por exemplo.
2. Produção por trabalho qualificado. Essa supostamente seria uma exceção tão óbvia que ‘nem Marx ousou negá-la’. Ao contrário, tentou encaixá-la em sua teoria, afirmando que a mão-de-obra qualificada gera um efeito multiplicador na proporção, ou seja, uma hora de trabalho qualificado valeria, digamos, duas horas de trabalho comum. Se uma ferrovia alega cobrar sua tarifa proporcionalmente à extensão da viagem do passageiro – cobrando, num trecho particularmente dispendioso, cada quilômetro computado como se fosse dois – será possível confirmar que o único princípio para a tarifação seja a extensão do trajeto ou qual tipo de trajeto esse passageiro tomou? O tipo de trabalho mudar a proporção não seria um segundo princípio de determinação de valor, portanto, uma exceção? Exceção das grandes, pois a ampla maioria do temos hoje em bens e serviços são frutos de mão-de-obra qualificada.

R: Ele deve estar falando sobre a diferença entre trabalho simples e complexo. E há uma confusão na forma que foi entendida essa diferença aí, uma confusão entre substância e grandeza de valor. Trabalho simples e trabalho complexo não tem uma substância diferente entre si, ou seja, não são qualitativamente coisas diferentes, e sim quantitativamente diferentes entre si implicando externamente numa diferença de qualidade. Isso quer dizer que no trabalho complexo há trabalho simples subsumido, ou seja, o trabalho complexo é composto por quantidades de trabalho simples anteriores que o fizeram existir. Daí, a diferença entre um e outro está na grandeza de valor, que é a sua expressão no tempo socialmente necessário para a produção. Portanto, o que importa para o capitalista é qual o tempo total que sua unidade produtiva levou para produzir sua oferta de mercadorias e qual a sua relação com o tempo médio que todos os demais concorrentes do mesmo nicho de mercado levam para produzir o mesmo montante de oferta. Então a diferença do trabalho simples e do trabalho complexa fica borrada pelo tempo de duração do fluxo de produção como um todo. Por isso, o exemplo da ferrovia não tem cabimento nenhum. O empresário desse negócio simplesmente identifica qual o custo da produção total de sua oferta – porque ele não pode produzir separadas cada parte do trajeto possível de vender separadas nas viagens -, chegando no tempo de produção dessa sua oferta por fluxo e qual seu equivalente em dinheiro no nicho de mercado, conforme a média de tempo de todos os concorrentes, para saber qual é o preço que tem de vender essa oferta inteira. Daí ele pode distribuir esse preço total em frações por trajeto vendido separadamente conforme à demanda que se tem por cada trajeto.
Então esse ponto está refutado.

“3. Bens produzidos por mão de obra extraordinariamente mal paga. Análogo ao segundo ponto, mas no sentido inverso. Alguns trabalhos manuais como bordado, costura, malharia, entre outros, são pouco valorizados e, por isso, paga-se pouco por eles.

R: Ele está querendo dizer que esses exemplos de atividades mal remuneradas são trabalho complexo (ou qualificado), por isso deveriam valer mais?
Se for isso, ele está negligenciando o fato que a substância do valor não é o quantum de trabalho que cada produção isolada, tomada em abstrato, objetiva nas suas mercadorias, e sim o trabalho socialmente necessário. Então, essas atividades citadas tem concorrentes que com forças produtivas mais avançadas produzem mais rápido. Portanto, essas atividades manuais estão muito abaixo da média social do tempo necessário de produção do tipo de coisa que produzem, e o valor está na média social do tempo necessário de produção e não no tempo de cada produtor isolado.

4. Ainda que os produtos obedeçam uma proporção fiel de trabalho ao seu valor, essa valoração oscila em relação à oferta e à demanda. Marx diz que a lei de oferta e demanda funciona como um fenômeno oscilatório em relação ao valor real determinado objetivamente pelo tempo de trabalho e que, no final, tudo irá obedecer à sua lei de valor. Entretanto, deve-se observar que essas oscilações de valor de troca são reais e que isso é uma evidência de que existem outros fatores que modificam esses valores. É como se um físico observasse a oscilação de um corpo em queda livre para, apenas quando ele se espatifasse no chão, afirmar que tudo não havia passado de meras oscilações passageiras, que o que vale mesmo é a gravidade, a única componente de força atuante sobre o corpo. A gravidade puxa para baixo e somente para baixo. Se um corpo, supostamente em queda livre, modifica sua trajetória de forma absolutamente contrária durante a queda, certamente há outras forças atuando sobre ele, ainda que desconhecidas.

R: O valor oscila, aumentando ou diminuindo, se as condições materiais de produção do momento histórico em questão se alteram. Se a produtividade aumenta, o que está estocado de uma produção anterior com forças produtivas inferiores (mais lentas) tem seu valor depreciado porque a média social do tempo necessário de produção diminuiu. Se acontece alguma catástrofe imponderável, que compromete as condições de produção até então vigentes, diminuindo a produtividade, então o que estiver estocado, que foi produzido na maior produtividade de antes, vai ter seu valor aumentado porque a média social do tempo necessário de produção aumentou com a catástrofe.
Fora isso, há a oscilação de preços que pode se dar por fatores externos ao valor porque se trata da expressão deste em algo externo à sua forma natural objetivada de valor de uso, como a prata e o ouro, ou o papel moeda, ou títulos etc, que podem variar conforme à flutuação da sua quantidade em circulação, dos juros etc.

5. Marx dizia que, dados dois produtos que contenham a mesma quantidade de trabalho médio cristalizado, aquele que teve maior quantidade de trabalho prévio seria o mais valioso. Entretanto, quando percebemos que levamos menos de 15 minutos de trabalho para se plantar um carvalho – que produz certamente uma valiosa madeira – não teremos como usar esse postulado para explicar porque, dadas duas mesas com o mesmo processo produtivo, a de carvalho ser mais valiosa, ainda que tenha custado menos trabalho prévio que a de uma mesa com outro material.
Dessa forma, temos uma plenitude de bens que desabam completamente a lei de valor, que postula a obediência à regra de que o valor é proporcional ao trabalho cristalizado. É interessante notar que Marx chamava de transgressão da lei de valor o fato de alguma mercadoria não obedecer a essa lei. E – dado que lei, na ciência, descreve uma realidade exaustivamente verificada com inúmeros testes – podemos concluir que, segundo Marx, somos todos infratores da realidade, dada a frequência com que essa lei é transgredida”

R: A diferença entre as tais duas mesas da qual uma custa mais que outra mesmo tendo o mesmo tempo de trabalho é o preço e não o valor. Se o tipo de madeira de uma é mais demandado que outro, mesmo o trabalho de plantação, cultivo e extração seja o mesmo para ambos, o que está sendo cobrado a mais de um em relação ao outro é algo que não é oriundo do trabalho humano, ou seja, o tipo da madeira. Valor é só sobre trabalho humano abstrato, que é dispêndio de atividade humana (energia, nervos e músculos humanos) indiferenciada mensurável. O que é a natureza que produziu sem interferência humana, como o tipo da madeira, não tem valor, apenas preço.

Anúncios